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Hiperglicemia: o que é e quais os sintomas?

A hiperglicemia é o nome que se dá ao excesso de açúcar no sangue. Esse quadro médico pode acontecer tanto em quem tem diabetes quanto em quem não tem. Nos dois casos, surge por diferentes motivos.

Ainda que muitas pessoas não saibam, os riscos de saúde que uma crise hiperglicêmica traz são graves, por isso, o melhor a se fazer é se prevenir dela. Diferente da crise hipoglicêmica, o problema aqui se origina pelo excesso de glicose.

Quer saber mais sobre a hiperglicemia? Neste post, você entenderá o que é a hiperglicemia, sintomas, diagnóstico, tratamentos e como se prevenir desse contratempo. Confira!

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O que é a hiperglicemia?

A hiperglicemia acontece quando a taxa de miligramas de glicose por decilitro de sangue está maior do que o organismo pode controlar por meio da insulina. A insulina é uma substância produzida pelo pâncreas e atua no organismo como uma reguladora de glicose.

Essa sobrecarga de açúcar, que no organismo se transforma em glicose, se dá tanto por doenças instaladas, como a diabetes, como por outros motivos — por exemplo, uma dieta rica em carboidratos.

Ela ocorre quando o organismo não consegue usar a insulina de maneira correta ou quando há baixa quantia da substância no corpo. Com isso, as moléculas de glicose não são quebradas de maneira adequada para serem transformadas em energia para o organismo.

Quais são as causas da hiperglicemia?

Entre os causadores mais comuns de crises hiperglicêmicas, estão a diabetes de tipo 1 e 2, alimentação carregada em carboidratos, hipertireoidismo, uso de alguns medicamentos e fatores emocionais. Conheça mais a respeito de cada um.

Diabetes

Em um quadro diabético do tipo 1, a hiperglicemia acontece porque o organismo não produz a substância em quantidades suficientes para equilibrar as taxas de glicose.

Já na diabetes tipo 2, em que a doença é adquirida ao longo dos anos, o organismo já não consegue balancear a produção e o uso de insulina, o que causa os altos picos glicêmicos.

Alimentação rica em carboidratos

Os carboidratos são substâncias encontradas em diversos alimentos consumidos pela maioria das pessoas diariamente. Pães, massas, pizzas, tortas e bolos são alguns dos exemplos.

Esses e outros alimentos carregam altas taxas de carboidratos, que no organismo se transformam em glicose. É nesse ponto que mora o problema, pois uma quantidade excessiva da substância ingerida de uma só vez, ou frequentemente, causa crises hiperglicêmicas.

Hipertireoidismo

Esse contratempo está ligado a disfunções em glândulas que produzem hormônios que regulam funções no organismo. Entre algumas das consequências dessa doença, está o aumento da glicemia.

Uso de medicamentos

Algumas medicações usadas para o controle da diabetes podem ocasionar o aumento do nível de glicose no sangue. Além desses, esteroides, antidepressivos, betabloqueadores — usados para tratamentos cardíacos — e diuréticos podem causar os picos glicêmicos.

Fatores emocionais

Nervosismo, estresse e agitação podem causar hiperglicemia. O motivo é que nesses momentos o organismo libera, naturalmente, hormônios que deixam a pessoa em estado de alerta — por exemplo, a adrenalina. Junto a essa liberação alta de hormônios, a glicose também é liberada em grande escala, já que o açúcar é fonte importante de energia para a tomada de ações. Dessa combinação, uma crise hiperglicêmica pode aparecer.

Quais são os sintomas da hiperglicemia?

Há uma subdivisão entre os sintomas que os separa em precoces e tardios. Saiba mais sobre eles a seguir.

Sintomas precoces

  • cansaço;
  • dor de cabeça;
  • muita sede;
  • visão embaçada;
  • vontade frequente de urinar.

Sintomas tardios

  • boca e pele secas;
  • confusão;
  • dor abdominal;
  • falta de ar;
  • hálito adocicado;
  • náuseas e vômito;
  • tontura;
  • sonolência;
  • perda de peso;
  • coma.

Como lidar com um quadro de hiperglicemia?

Quem não é diabético, mas apresenta boca seca, aumento do apetite, urina frequente e tem muita sede por mais de 24 horas, deve verificar os níveis de glicose.

Por meio de um medidor de glicose, é verificado o nível exato da substância no momento em que a pessoa está se sentindo mal.

Nem sempre os sintomas da hiperglicemia aparecem de repente, e podem acompanhar a pessoa por dias sem que ela perceba. Por esse motivo, é importante observar alguns pontos em seu dia:

  • quantidade de idas ao banheiro;
  • sede excessiva;
  • se passou por situação de estresse nos últimos dias;
  • o que ingeriu de comidas e bebidas ricas em carboidratos e açúcar.

Com isso em mente, e no caso de não ter como medir a glicose ou se auto aplicar uma dose de insulina, é imprescindível ir a um médico o mais rápido.

Já para quem tem diabetes, é preciso fazer o controle de carboidratos, evitar o consumo de doces e refrigerantes e seguir recomendações médicas. Entre prescrições comuns, estão o uso de insulina, tomar medicamentos, praticar atividades físicas e parar de consumir bebidas alcoólicas.

Além disso, ir a um médico e realizar o teste de urina, para certificar a taxa de glicose presente no líquido, também faz parte de lidar com as crises de glicose alta.

Os diabéticos, por outro lado, ao encontrarem uma taxa acima de 240 ml/dL na medição dos níveis de glicose, devem fazer um teste de urina para verificar a presença de corpos cetônicos. Caso o valor esteja alto, é preciso ir a um médico.

Como é feito o diagnóstico desse contratempo?

Existem vários exames de sangue que identificam a hiperglicemia. Eles podem ser solicitados pelo clínico geral ou pelo endocrinologista. Confira quais são eles:

  • glicemia aleatória (valor entre 70 e 125 mg/dL);
  • glicemia em jejum (valores normais inferiores a 100 mg/dL);
  • glicohemoglobina A1c (mede taxas de glicose dos últimos dois ou três meses);
  • teste de tolerância à glicose (para diagnosticar a diabetes gestacional).

Quais são os tipos de hiperglicemia?

A hiperglicemia também é classificada de acordo com o momento em que ela ocorre. Clinicamente, ela se divide entre hiperglicemia em jejum e pós-refeição.

Hiperglicemia de jejum

É quando a quantidade de açúcar no sangue está maior que 130 mg/dL — taxa padrão de um organismo que não ingeriu líquido ou alimento por 8 horas.

Hiperglicemia pós-refeição

Pessoas não diabéticas têm taxa de glicose pós-refeição de até 140 mg/dL. A taxa máxima de açúcar no sangue 2 horas após se alimentar deve ser de 180 mg/dL. Se ela estiver acima desse valor, pode ser um caso de hiperglicemia.

Quais são as consequências da glicose alta?

A longo prazo, se não tratada, a hiperglicemia pode trazer complicações como:

  • catarata;
  • candidíase;
  • doença cardiovascular;
  • nefropatia (dano nos rins) ou insuficiência renal;
  • neuropatia (dano nos nervos);
  • problemas nos pés (causado por fluxo sanguíneo insuficiente ou nervos danificados);
  • problemas articulares e ósseos;
  • problemas de pele;
  • problemas nos dentes e infecções nas gengivas;
  • retinopatia (dano nos vasos sanguíneos da retina).

Qual é a diferença entre a hiperglicemia e a hipoglicemia?

Habitualmente, há confusão entre hiperglicemia e hipoglicemia. As duas estão associadas à taxa de glicose no organismo, mas a hiperglicemia se caracteriza pelo excesso de açúcar no sangue, enquanto a hipoglicemia está relacionada à sua falta.

A hipoglicemia pode ser consequência de alimentação inadequada, exagero em exercícios físicos ou até administração de insulina em excesso.

Quais são as prevenções para a hiperglicemia?

Tanto para o grupo de pessoas que têm alguma doença que potencialmente aumenta o risco para a hiperglicemia como para não portadores, há prevenções eficazes. Conheça elas:

  • praticar exercícios físicos regularmente, como caminhada, bicicleta e natação;
  • consumir o mínimo possível de bebidas alcoólicas;
  • não consumir doces em demasia;
  • evitar refrigerantes;
  • fazer controle de carboidratos ingeridos;
  • ter uma alimentação regrada e saudável;
  • controlar o peso;
  • evitar se estressar e passar por situações de grande tensão.

Qual é o tratamento da crise hiperglicêmica?

Uma vez constatado o problema, a pessoa deve seguir as instruções médicas e passar a ter mais cuidado consigo mesa, adotando hábitos rotineiros.

  • usar doses indicadas de insulina;
  • informar ao médico sobre estresses, sintomas e doenças incomuns;
  • passar ao profissional de saúde toda a medicação ingerida, mesmo aquelas que não precisam de prescrição;
  • tomar os medicamentos recomendados na hora e quantidades certas;
  • usar o aparelho medidor de glicose diariamente, antes e depois das refeições;
  • seguir as recomendações de alimentação e estilo de vida dadas pelo médico.

Como você pôde perceber, há algumas preocupações sérias com a hiperglicemia. Por isso, controlar de forma adequada a taxa de açúcar no sangue e informar o médico de confiança se notar algo fora do normal devem ser regras diárias.

Tire suas dúvidas sobre se há relação comprovada entre o consumo de açúcar e câncer, em nosso artigo!

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