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O que é pré-diabetes? Conheça os principais sintomas e tratamentos

A pré-diabetes é a situação que antecede a diabetes tipo 2 e serve de alerta para evitar a progressão da doença. O corpo começa a enviar sinais e por meio de exames de sangue verifica-se altos níveis de glicemia e insulina.

É muito conhecida pelo estado de resistência à insulina, que é quando o pâncreas produz a substância em excesso para tentar controlar os níveis de açúcar no sangue.

Ficou curioso para saber mais sobre a pré-diabetes? Então confira este artigo que preparamos! Nele, você vai entender os sintomas, o diagnóstico, os fatores de risco, a progressão da doença, o tratamento e os cuidados que devem ser tomados. Vamos lá?

Sintomas

Muitas pessoas desenvolvem a condição, mas não sabem, pois a pré-diabetes se dá gradualmente sem sinais ou sintomas de alerta. Dessa forma, a pessoa só reconhece seu estado de diabético limítrofe porque os sintomas da doença começam a aparecer. Por isso, estar a par dos fatores de risco é essencial.

Diagnóstico da pré-diabetes

Para fazer o diagnóstico da pré-diabetes são utilizados os mesmos métodos laboratoriais para o da doença normal, mudando somente os valores.

Glicemia de jejum

É o método mais utilizado para o diagnóstico. Consiste em dosar, após jejum de pelo menos 8 horas, o nível de glicose no sangue.

  • o índice normal é de no máximo 99 mg/dl;
  • valores entre 100 e 125 mg/dl (em pelo menos duas dosagens distintas) são classificados como pré-diabéticos;
  • igual ou acima de 126 mg/dl (em pelo menos duas dosagens distintas) são classificados como diabéticos.

Hemoglobina glicada (HbA1C)

Este exame avalia a quantidade de glicose presente na hemoglobina. Ele estipula uma média do valor da glicemia nos últimos 3 meses e, se o valor do exame vier alto, significa que a glicemia esteve descontrolada nos últimos 3 meses.

  • índice abaixo de 5,7% é considerado normal;
  • entre 5,7% e 6,4% é classificado como pré-diabético;
  • acima de 6,5% é classificado como diabético.

Teste de tolerância à glicose (TTOG)

Neste teste é dosado a glicemia em jejum do paciente e, 2 horas após ingerir uma solução rica em açúcar, novamente é testada a glicemia. O teste de tolerância oral à glicose serve para verificar como o organismo processa a substância logo após a sua digestão e raramente é utilizado para o diagnóstico da pré-diabetes ou diabetes. A intolerância à glicose é sinônimo de pré-diabetes.

  • índice abaixo de 140 ml/dl é considerado normal;
  • entre 140 e 199 ml/dl é classificado como pré-diabético;
  • acima de 200 ml/dl é classificado como diabético.

Fatores de risco

Por ser um estágio antes de evoluir para a diabetes, os fatores de risco são quase idênticos. Veja:

  • acúmulo de gordura na região abdominal (cintura maior que 102 cm em homens ou maior que 88 cm em mulheres);
  • apneia obstrutiva do sono;
  • colesterol alto, baixo HDL, triglicerídeos alto;
  • hipertensão arterial;
  • histórico familiar de diabetes tipo 2;
  • histórico pessoal de diabetes gestacional;
  • mais de 40 anos;
  • sedentarismo;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • sobrepeso IMC maior que 25kg/m²;
  • tabagismo.

Progressão da pré-diabetes para diabetes

A pré-diabetes apresenta duas questões: estar associada a outros fatores de risco para doenças cardiovasculares e o fato de ser um estágio que antecede a diabetes — transição que pode ocorrer em poucos anos.

Se nada for feito, até 1/3 dos pacientes diagnosticados com pré-diabetes desenvolverão a doença no período de 3 a 5 anos. Entre aqueles que se encontram dentro dos fatores de risco, a taxa é ainda mais alta.

Portanto, nem todos os indivíduos diagnosticados com pré-diabetes obrigatoriamente vão progredir para diabetes, mas todos os portadores de diabetes tipo 2 passaram pelo estágio de pré-diabetes.

Na fase de pré-diabetes, ocorrem alterações metabólicas que predispõem a doença, entretanto ainda é possível revertê-las. É importante ficar atento aos fatores determinantes do risco de evolução, como o excesso de peso, predisposição genética e sedentarismo.

Assim, a prevenção deve ser feita o quanto antes, já que o risco de progressão da doença é alto e não há como saber, antecipadamente, se vai progredir ou não.

Tratamento, controle e cuidados

O tratamento da pré-diabetes nada mais é do que a prevenção contra a doença. O objetivo deve ser tentar reduzir os fatores de risco. Mesmo existindo o histórico familiar — que serve como sinal de alerta — e a idade, modificar a alimentação, praticar atividades físicas, reduzir o peso corporal e parar de fumar já são medidas muito eficazes.

As pessoas com pré-diabetes devem priorizar o emagrecimento e tentar obter um IMC em torno de 25 kg/m². No entanto, pequenas perdas de peso — como 5% a 10% do peso corporal — já reduzem de maneira significativa o valor da glicemia em jejum.

A atividade física também é essencial para o tratamento. O excesso de gordura corporal e a falta de atividades físicas diminuem a eficácia da insulina. Já o aumento da massa muscular e a prática de exercícios torna a insulina no sangue mais eficaz. O ideal é praticar atividade física ao menos 30 minutos, 5 vezes por semana.

Deve-se evitar a ingestão de gorduras saturadas, como sal, açúcar e carboidratos simples, preferindo carboidratos complexos, verduras, legumes, carnes magras e fibras, incluindo na alimentação folhas verdes escuras e farinha de maracujá, como forma de diminuir o nível de açúcar no sangue.

O tabagismo aumenta as chances de desenvolver diabetes em até 40%. Portanto, deve ser extinto imediatamente da rotina de quem foi diagnosticado com pré-diabetes.

Todas essas medidas aliadas a atividades físicas programadas e não programadas são eficientes para o tratamento e prevenção da pré-diabetes. Importante ressaltar que essas mudanças de hábito devem permanecer ao longo da vida para que a condição não reapareça.

Medicamentos para a pré-diabetes

Na maioria das vezes, não é necessário o uso de medicamentos. Somente as mudanças de hábito como forma de prevenção da diabetes já são suficientes para controlar os níveis de glicose no sangue. Sem contar que são poucos os medicamentos que realmente funcionam sem provocar diversos efeitos colaterais.

Porém, o tratamento pode ser bastante útil em pacientes que não conseguem mudar seu estilo de vida, que se encontram em alto risco, possuem IMC acima de 35 kg/m² ou histórico de diabetes gestacional.

Dessa forma, a metformina pode ser receitada, já que ajuda na redução dos níveis de glicose no sangue. O orlistat, por outro lado, não age diretamente sobre a glicose, mas pode ser eficaz no emagrecimento, sendo útil no controle do pré-diabetes para quem está acima do peso.

Cirurgia bariátrica

É uma medida mais radical indicada para quem apresenta obesidade mórbida — IMC acima de 40 kg/m² — e não consegue perder peso. Após a cirurgia bariátrica, a pessoa mostra uma grande melhora do metabolismo da glicose, além de perder peso de forma rápida.

Com medidas simples, mas eficazes, é possível reverter o quadro da pré-diabetes e ter uma vida mais saudável.

Gostou de saber um pouco mais sobre esse tema? Então confira nosso artigo sobre o que é diabetes, e fique por dentro do assunto. Boa leitura!

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