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Contaminação cruzada: ter cuidado é ou não é exagero?

Atire o primeiro snack sem glúten o celíaco que nunca foi chamado de fresco. Aos olhos dos outros, somos como o cantor Cazuza… uns verdadeiros exagerados. Mas será mesmo exagero da nossa parte?! O tratamento da doença celíaca é a alimentação sem glúten, mas não comer glúten não é suficiente. Temos que garantir que o glúten não passe nem perto da nossa comida com uma contaminação cruzada.

Existem situações comprovadamente perigosas e outras que nunca saberemos se, de fato, trarão algum risco. A contaminação cruzada é um mistério que assombra a nossa alimentação. Assar no mesmo forno pode? Tenho que trocar todos os meus eletrodomésticos agora que fui diagnosticado? Nem a mesma bucha posso usar? Não rola mesmo comer no restaurante que tem glúten? Qual o limite dos nossos cuidados? Ou será mesmo que precisamos de limite pra isso? Nem todo mundo tem o tal aparelhinho que detecta a presença do glúten. Sem poder farejar os traços que podem nos derrubar, o que é melhor fazer?!

Outro dia contei no stories do Instagram que preferi não assar um pão sem glúten no forno do local onde eu estava hospedada e que provavelmente já assou muitos bolos, salgados e pizzas com glúten. Vai que alguma massa respingou ali ou que uma migalha ainda estivesse escondida. Eu poderia ter limpado o forno uma, duas… várias vezes,  mas nem assim preferi me expor ao risco. Recebi uma enxurrada de comentários. Pessoas espantadas com o tamanho da minha precaução, outras surpreendidas em saber que a nossa dieta vai muito além de não poder comer isso ou aquilo. O que me assombra é que mesmo muitos celíacos também se chocam com as minhas atitudes e continuam se aventurando diante dos perigos da contaminação cruzada.

A analogia com o veneno de rato é pesada, eu sei, mas desde que a li no grupo de celíacos nunca mais deixei de usar. Para o celíaco, o glúten é um veneno. Você comeria algo preparado no mesmo local em que, por muito tempo, um veneno perigoso foi manipulado? Pode ser que o veneno não chegue ao seu prato, mas pode ser que acabe o contaminando. Pode ser que você só passe um pouquinho de mal e perca alguns dias de cama, mas pode ser que com isso você perca muitos anos de vida. Pode ser que você nem sinta, na verdade, mas pode ser que você tenha uma doença grave como consequência dessa imprudência.

Na dúvida, prefiro sempre me proteger e nunca me arriscar. Mas e aí, você quer pagar com a sua saúde para ver?

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